Café para além do Trópico de Capricórnio

Valor Econômico | 27/11/2018

Criada em 2015 para atuar na exportação de cafés de alta qualidade produzidos no cinturão cafeeiro da região do Trópico de Capricórnio, a Capricornio Coffees está expandindo suas fronteiras.

Há aproximadamente um ano, a empresa dos sócios José Antônio Rezende, Luiz Roberto Saldanha Rodrigues e Edgard Bressani está trabalhando também com café arábica produzido em Garça, em Marília, no Circuito das Águas Paulista, na Alta Mogiana — regiões do Estado de São Paulo — e no chamado Norte Novo do Paraná

Inicialmente, a empresa atuava na Sorocabana, em São Paulo, e no Norte Pioneiro do Paraná, regiões onde estão 69 cidades que produzem café. Agora, com negócios para além das fronteiras do cinturão do Trópico de Capricórnio, a exportadora atua nem uma área com cerca de 100 cidades com cultivo do grão, segundo Bressani, que chegou à empresa em 2016.

A Capricornio exporta cafés produzidos em fazendas de um de seus sócios, de parceiros das regiões onde está presente e também de terceiros. Eram 11 fornecedores fixos antes da expansão, número que cresceu para 20 desde então. Entre eles está a Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária Norte Pioneiro (Coanop), de São Jerônimo da Serra.

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Advent está interessado na francesa L’Occitane

Valor Econômico | 29/11/2018

A companhia de cosméticos L’Occitane despertou o interesse de grupos globais de private equity – Advent International, entre eles -, abrindo a possibilidade de uma proposta de aquisição. A empresa francesa tem valor de mercado de US$ 2,7 bilhões.

O interesse surge oito anos depois da L’Occitane, cujas raízes estão em Provença, no sul da França, listar suas ações em Hong Kong – a empresa, como outras marcas sofisticadas, decidiram voltar-se aos consumidores asiáticos.

O interesse da Advent, gestora de fundos especializada em comprar fatias de companhias, com braços em Boston e Londres, foi confirmado ontem por duas fontes a par de suas operações. O interesse da Advent poderá despertar o de concorrentes da área de capital de risco em busca de oportunidades.

No ano passado, por exemplo, a CVC recrutou o ex-executivo da L’Occitane Emmanuel Osti para tentar comprar a The Body Shop – não deu certo [The Body Shop foi comprada pela Natura].

Pessoas que acompanham a L’Occitane disseram que outros fundos também poderão considerar a possibilidade de fazer propostas pela companhia. « Alguns estão fazendo uma avaliação inicial », disse uma das fontes.

Mas não estava claro ontem se existe um processo formal de venda, ou se o interesse da Advent levará a uma proposta formal, explicara as fontes. L’Occitane, Advent International e CVC não quiseram comentar.

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Acionista da Votorantim investe no Petrus, vinho icônico da França

Valor Econômico | 29/11/2018

Arpe e Rode — duas ninfas seguidoras de Baco, o deus do vinho — batizam o novo negócio de Mario Ermírio de Moraes Filho, acionista do grupo Votorantim: importação exclusiva para o mercado brasileiro do Petrus, um dos vinhos de maior prestígio no mundo.

“Sou amigo há alguns anos de Jean Moueix e ele me pediu para tomar conta”, disse o empresário ao Valor, referindo-se a um dos sócios do Châteaux Petrus, situado em Pomerol, sub-região de Bordeaux.

A Arpe & Rode já importou o primeiro lote de 50 garrafas que serão servidas hoje e amanhã em jantares para um grupo de empresários e executivos. O jantar de hoje será servido na Pinacoteca do Estado de São Paulo, para 35 convidados. Amanhã, Mario fará o mesmo na cidade do Rio de Janeiro.

Os encontros servem para apresentar o vinho elaborado, sempre, com a uva merlot e que tem no rótulo a figura de São Pedro, “o santo que tem a chave do céu”, diz Moraes Filho, bem-humorado.

A Arpe & Rode está iniciando os negócios, mas já está com as encomendas fechadas para as safras de 2016 — considerada muito boa, equivalente à de 1982 — e de 2017.

Uma garrafa de 750 ml de um Petrus 2016, que chegará ao mercado brasileiro em 2019, está saindo por R$ 12,6 mil. O da safra de 2017, com distribuição prevista para 2020, está cerca de 10% a 15% mais barato do que o de 2016.

“Um Petrus 2016 pode ser guardado por cinquenta, sessenta anos”, diz Moraes Filho, que ontem participou de uma jantar com sua família, como parte das celebrações dos 100 anos do Grupo Votorantim. “Abrimos um Petrus de 1918”. E como estava? “Muito bom”, diz o empresário.

O número de garrafas já vendidas pela importadora é mantido em segredo — uma exigência do Châteaux Petrus.

O acionista da Votorantim não é o único empresário latino-americano atraído pela icônica vinícola francesa. Em setembro, segundo o jornal “Les Echo”, o bilionário colombiano-americano Alejandro Santo Domingo, que tem entre seus negócios, uma fatia da AB InBev, comprou 20% do Châteaux Petrus.

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