Produção industrial sobe 0,8% em abril ante março, revela IBGE

05/06/2018 | Estadão

Em relação a abril de 2017, a produção aumentou 8,9%; no ano, indústria teve alta de 4,5%.

Rio – A produção industrial subiu 0,8% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio acima da mediana positiva de 0,3% e, portanto, dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,9% a uma expansão de 1,3%.

Em relação a abril de 2017, a produção aumentou 8,9%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 3,5% a 9,1%, com mediana positiva de 7,6%.

No ano, a indústria teve alta de 4,5%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 3,9%.

A produção da indústria de bens de capital teve alta de 1,4% em abril ante março, informou o IBGE. Na comparação com abril de 2017, o indicador mostrou crescimento de 23,2%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).

No ano, houve crescimento de 14,0% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 10,1%.

Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou avanço de 0,4% na passagem de março para abril. Na comparação com abril de 2017, houve aumento de 14,8%. No ano, a produção de bens de consumo subiu 6,5%. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 5,3%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de abril foi de alta de 2,8% ante março, além de avanço de 36,2% em relação a abril de 2017. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve alta na produção de 0,5% em abril ante março, mas alta de 9,6% na comparação com abril do ano passado.

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GDPR: o que muda nas startups brasileiras com a nova lei de dados

04/06/2018 | Exame

Empresas inovadoras do Brasil estão mudando sua forma de operar para se encaixar na regulação. Saiba como e por quê:

São Paulo – Sua caixa de e-mails recebeu uma série de atualizações de termos de uso de aplicativos e sites nos últimos dias? Não é coincidência. Startups de todo o mundo – incluindo as brasileiras – estão correndo para atualizar seus termos de privacidade e de segurança de dados. Isso porque, desde a última sexta-feira (25), passou a valer a Regulação Geral de Proteção de Dados da Europa.

O que é, na sigla oficial, a GDPR? Todos os negócios que atendem residentes europeus ou possuem sistemas e subsidiárias no continente deverão restringir o uso de dados sem o consentimento dos usuários. Isso vale mesmo para empresas que não tenham escritórios por lá. É uma mudança bem-vinda à Europa, dado que a última legislação sobre o tema foi promulgada em 1995.

A regulação se adapta a um novo ambiente, em que o volume de dados é bem maior – assim como a possibilidade de usos não autorizados.

No Brasil, as startups já começaram a se mexer. “Se elas querem atacar o mercado europeu, seja tendo clientes ou fornecedores, deveriam se preocupar. Mas, independentemente disso, existe cada vez mais preocupação dos usuários com seus dados. É importante toda startup ter práticas para protegê-los”, afirma Pedro Ramos, advogado especializado em direito na internet.

Principais regras da GDPR

A Regulação Geral de Proteção de Dados da Europa traz duas grandes mudanças para as startups, de acordo com Ramos.

A primeira alteração é ter de pedir o consentimento dos usuários para qualquer uso de dados que não esteja previsto nas atividades nucleares do negócio. E estamos falando de consentimento de verdade.

“Um usuário dá permissão a centenas de termos e provavelmente não leu nenhum. As empresas criam dificuldades para o usuário ter acesso às suas políticas de privacidade, e essas barreiras podem dificultar o entendimento como real consentimento. Felizmente, existe um movimento das empresas para fazer termos mais acessíveis e fáceis de serem lidos.”

Outra grande mudança é reforçar a prática de segurança da informação. As empresas terão de documentar quais são as informações pedidas aos usuários, o porquê da coleta, quanto tempo elas ficarão armazenadas e quais medidas de segurança de dados estão em vigor. Nas empresas maiores, que praticam “monitoramento sistemático e regular”, será preciso designar um diretor de proteção de dados.

Dificilmente uma startup terá esse cargo, mas ela ainda precisa guardar informações de forma segura e evitar vazamento, usando técnicas como a criptografia”, afirma o advogado. As empresas devem comunicar usuários quanto ao vazamento de dados no prazo de 72 horas após terem ciência do ocorrido – algo que não é previsto pela lei brasileira.

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