Brasil é aposta número um do mercado mundial de energia elétrica, diz presidente da Engie

05/05/2018 | Folha de SP

Ativos da Eletrobras e da Petrobras estão no foco da Engie, empresa privada que mais gera energia no Brasil

Principal geradora privada de energia no Brasil, a francesa Engie iniciou há dois anos uma guinada global rumo a um perfil com menos emissões de gases poluentes. Vendeu ativos como usinas a carvão e decidiu focar em renováveis e no desenvolvimento de novas tecnologias.

Parte dos recursos foram gastos com a compra de duas usinas hidrelétricas que eram da Cemig por R$ 3,3 bilhões. E não deve parar por aí: o país, diz a presidente global do grupo, Isabelle Kocher, é o « número um » da companhia em projeções de crescimento.

A empresa disputa a rede de gasodutos das regiões Norte e Nordeste, colocada à venda pela Petrobras, e observa o plano de venda de ativos da Eletrobras. Para o futuro, a aposta é que as novas tecnologias vão permitir que cada vez mais pessoas e empresas gerem sua própria energia.

Kocher lidera uma equipe que tem mulheres também no comando das áreas financeira e de comunicações e defende maior diversidade no mundo empresarial. « É essencial para uma organização espelhar a sociedade na qual ela está inserida », afirma.

Neste momento, Eletrobras e Petrobras têm ativos à venda. São oportunidades para o crescimento das operações brasileiras da Engie?

Sim. As usinas da Cemig foram o primeiro passo. E vamos continuar a desenvolver projetos em renováveis, como hidrelétricas, eólica e solar no país. Para a Engie, O Brasil é o terceiro país em termos de tamanho, atrás da França e da Bélgica, mas é o número um em termos de projeções. Nossa ambição é continuar desenvolvendo nossa posição.

Vocês fizeram uma proposta pelos gasodutos da Petrobras?

Sim. Não posso dar detalhes porque estamos no meio do processo, mas espero que em alguns meses possamos ser mais específicos. Gás é uma parte importante do futuro da energia, como substituto de combustíveis mais poluentes. O Brasil é o celeiro do setor de agricultura e tem um grande potencial em termos de biomassa e biogás.

Sua gestão começou com uma proposta de reduzir as emissões de carbono na companhia. Até onde se pode chegar?

As novas tecnologias no campo da energia –que costumo descrever como 3 d’s: descarbonização, descentralização e digitalização– podem realmente mudar a vida das pessoas, garantindo o acesso em qualquer lugar do mundo de forma barata e mais rápida. Decidimos vender 15 bilhões de euros em ativos para reinvestir em renováveis e novas tecnologias. Às vezes as pessoas perguntam: « ok, vocês querem ser um grupo com um alto grau de responsabilidade social, mas qual o custo disto? » Ganhamos lucratividade e conseguimos pagar mais dividendos.

No Brasil, o crescimento das fontes renováveis está concentrado em grandes usinas. Como desenvolver a energia distribuída em um país de baixa renda, onde as pessoas têm restrições para investir?

Hoje é possível equipar residências com sistemas solares eficientes do ponto de vista econômico. No Brasil, considerando o nível de radiação, o investimento é pago em cinco ou seis anos, o que não é muito. Em outros países, podem ser sete ou oito anos. Mas, ainda assim, muitas pessoas não podem pagar. Queremos promover isso como serviço, no qual as pessoas não precisam investir, mas sim pagar uma taxa mensal para ter a instalação. Em muitos países, isso já é feito.

(…)

Voir l’intégralité de l’article


Brasil é menos vulnerável ao dólar forte, diz instituto internacional

06/05/2018 | Valor Econômico

GENEBRA  –  A trajetória do dólar mais forte está de novo na lista de preocupações de investidores nos mercados emergentes, mas a diferenciação entre países continuará a ser um tema importante, aponta o Instituto Internacional de Finanças (IIF).

A entidade, que representa as maiores instituições financeiras do mundo, vê riscos evidentes no radar no rastro de dólar mais forte, que deflagrou uma onda de vendas em moedas de emergentes, ações e títulos de dívida.

Para o IIF, o dólar mais forte pode ser uma ameaça principalmente para mercados em moeda local, onde investidores até recentemente se contentaram com compensação menor.

O IIF classifica os riscos levando em conta necessidades financeiras do país, adequação de reservas e avaliação de ativos, por exemplo.

Conclui que a Ucrânia, China, Argentina, África do Sul e Turquia parecem os mais vulneráveis a mudanças no apetite pelo risco.

Já a Rússia, República Checa, Colômbia, Brasil e Filipinas são apontados como tendo menos riscos para os investidores internacionais.

(…)

Voir l’integralité de l’article


Projeto sobre proteção de dados pessoais está na pauta da CAE

04/05/2018 | Senado notícias

A proposta do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para estabelecer regras de proteção de dados pessoais  (PLS 330/2013) está na pauta da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), marcada para as 10h desta terça-feira (8).

O relator é o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que é favorável à proposição, mas apresentou mudanças que resultaram num substitutivo. Segundo ele, sua intenção foi elaborar um texto mais em convergência com um projeto de lei do Poder Executivo em tramitação na Câmara (PL 5.276/2016) e com uma nova norma europeia sobre o tema, que entrará em vigor em 25 de maio.

O texto a ser votado pela CAE define conceitos de dado pessoal e dado pessoal sensível – relativo à orientação religiosa, política e sexual; e estabelece regras que se aplicam ao tratamento de informações organizadas, direitos e deveres dos gestores às informações e à manutenção e guarda de dados sigilosos. Trata ainda das infrações e penalidades a quem desrespeitar a norma, que é aplicável mesmo que a atividade seja realizada por pessoa jurídica sediada no exterior.

Repercurssão

O assunto está sendo discutido pelo Senado no momento em que o Facebook está no centro de um escândalo mundial causado pelo vazamento de dados de mais de 80 milhões de pessoas.

Ferraço lembrou que o país tem perdido oportunidades de investimento financeiro internacional em razão do isolamento jurídico em que se encontra por não contar com uma lei geral e única de proteção de dados pessoais (LGPD).

« O dado pessoal é hoje insumo principal da atividade econômica em todos os setores possíveis. Mais que isso: é um ingrediente importante da privacidade da pessoa e sua preservação (ou violação) guarda relação direta com a maneira com que empresas ou governos se utilizam dos dados do cidadão », afirmou em seu relatório.

Segundo o parlamentar, uma vez sancionada a LGPD, o Brasil entrará definitivamente na rota dos principais investimentos comerciais e econômicos internacionais, bem como no seleto grupo de países que demonstram respeito e conferem efetividade e importância à proteção da privacidade de seus cidadãos.

(…)

Voir l’integralité de l’article